Juventude, participação e democracia

Artigo-Juventude participação e democracia

Abordar sobre participação, juventude e democracia é desafiador para os dias atuais. No Brasil, vivem 51,3 milhões de pessoas entre 15 e 29 anos, uma parcela considerável da população que em sua maioria não tem a oportunidade de inclusão nos processos democráticos de sua cidade, estado e país.

Durante muito tempo, os velhos jargões de desqualificação e deslegitimação para com a participação juvenil foram absorvidos pela sociedade como verdade, reverberando em seus espaços de convivência como um limitador para o processo democrático de participação ativa do jovem, necessitando destes atitudes que desmitificassem esse cenário imposto.

Ao longo da história brasileira, a participação juvenil foi se estabelecendo num cenário de antagonismos, deixando evidente a necessidade de organização para lutar por espaços democráticos de direitos. Os movimentos estudantis, sociais e políticos foram alguns espaços encontrados pelos jovens para enfrentar contextos difíceis, como a Ditadura Militar, onde dentro deste contexto o movimento “Diretas Já” foi organizado a fim de garantir o direito ao voto e lutar pela garantia por direitos sociais.

A participação da juventude se amplia e se fortalece como um instrumento de transformação social de determinação, esperança e atitude. Pensar em participação juvenil e democracia nos remete a vivências, atitudes, autonomia e responsabilidades para exercer ações que fortaleçam o protagonismo social, seja comunitário, estudantil e familiar. É o direito de ter suas opiniões respeitadas, é o processo de inclusão democrática para o verdadeiro exercício da cidadania.

Em tempos de retração dos direitos sociais conquistados e de muitas contradições, a juventude encontra nas mobilizações sociais diversas formas de garantir sua inclusão e participação social no processo de democratização da sociedade brasileira, assegurando uma história de lutas e conquistas que prezem por liberdade de expressão, respeito e espaços de aceitação.

Paula Rodrigues
Assistente social do Instituto Terre des hommes Brasil

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